Figurino de Fedora, papel de Tatá Werneck, mistura grifes famosas e acessórios extravagantes


Desde que resolveu brigar pela presidência do Grand Bazzar em “Haja coração”, Fedora Abdala, papel de Tatá Werneck, invadiu as casas brasileiras com seu exército pink. Da cabeça aos pés, não há um só item que fuja da cor do império que quer fundar na empresa da família. Para montar esse guarda-roupa, a figurinista Alessandra Barrios recorreu a peças de grifes, mas sem esquecer de dar um toque a mais aos looks, para deixá-los com a cara da personagem.


— Para uma cena desta fase, escolhemos um vestido da marca Bo.bô. todo bordado (na foto à direita). Mas o modelo sozinho é muito simples para ela. Então, acrescentamos um cinto parecido com o que Madonna já usou, uma coroa e um casaquinho de pele — enumera a profissional, que se diverte explicando o conceito pensado para a it-girl: — Todo figurino da Fedora, desde o início da novela e não só na fase pink, é baseado nas grandes divas, como Katy Perry e Paris Hilton, por exemplo. Só que a gente sempre faz uma pegada infantil, levando para as princesas. A ideia é ter um mix do que é pop com o que é mais menininha. E, como ela é muito desorientada, combina.


Alessandra confessa que o fato de Tatá Werneck medir apenas 1,53m ajudou na montagem do guarda-roupa da dondoca, porque ela pôde ousar nas saias curtas e volumosas sem desfavorecer a atriz:

— Tatá tem um corpo de 14 anos, é toda pequena, o que para mim foi fundamental para compor o figurino. Como ela é baixa e magra, a roupa faz um volume que contribuiu, sem engordá-la. Se é uma atriz um pouco mais corpulenta, poderia parecer um botijão. Os saltos ajudam a alongar a figura dela.


Os sapatos, aliás, são um dos poucos itens de moda de Fedora que não sofreram tantas adaptações.

— A gente até já fez aplicação neles, mas isso não é obrigatório, porque já são bem chamativos: altos, brilhosos e coloridos. No mais, compramos vários tecidos e desenvolvemos muitas roupas na nossa costura, porque ela é um tipo marcante, nada naturalista. Para montar uma roupa dela, é muito difícil pegar um vestido sem intervenção alguma da nossa equipe. Sempre tem que entrar com  uma informação exagerada, né? — pontua Alessandra.


Por trás de toda essa extravagância, é possível, no entanto, pescar referências de moda para usar no dia a dia. Os casacos de pele, por exemplo, caem bem numa cidade que faz frio, como acontece na novela, que é ambientada em São Paulo e foi exibida durante o inverno. Os vestidos com bordados e aplicações também estão em alta, tanto que no figurino de Fedora há peças de estilistas como Glória Coelho, Reinaldo Lourenço e Patricia Bonaldi.

— O visual dela traz várias tendências. Lá fora, as grandes marcas estão trabalhando com essa linguagem, mas obviamente não fazem essa mistura. As coroas pequenas, por exemplo, as crianças usam no dia a dia. Os pompons que ela coloca na bolsa também estão em alta, assim como o brinco de estrela, que é a marca dela.


Segundo a figurinista, a atriz se surpreendeu quando viu o figurino:

— Tatá não trouxe nada dela para a personagem. Ela sequer imaginava que as roupas seriam assim. No nosso primeiro contato, ela reagiu surpresa: “Oi?”. Ela acreditava que a proposta é que ela ficasse feia. Mas achamos um ponto para deixá-la bonita, mesmo com toda a falta de bom senso da Fedora.

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